Olympus OM-D EM-1 MII – Review de Estabilização

Há pouco mais de três meses a Olympus surpreendeu muita gente com seu sistema de estabilização para a OM-D EM-1 MII, além de trazer uma câmera que gravava vídeos em 4K, o que também era novo para marca, a câmera possui três tipos de estabilização, uma no corpo equipamento através do sensor, outra de maneira digital e a última através de lentes desenvolvidas para a câmera. Veja o restante das especificações do equipamento:

A estabilização no sensor ajuda a minimizar a sensação de movimento da câmera em filmes ou dá mais segurança na execução de fotografias com lentes teleobjetivas. O sistema trabalha através de cinco eixos para compensar rotações angulares verticais, horizontais e outros movimentos, e é possível estabilizar planos sendo enquadrados pressionando o botão de disparo pela metade.

O colunista Dan Chung do site Newsshooter fez um review bastante honesto e específico sobre o sistema de estabilização da câmera, com muitas imagens de teste é possível criar sua própria análise se a câmera é interessante para seu nicho de mercado ou não e se é realmente possível abandonar o tripé em boa parte das fotografias.

Segundo Dan, a melhor performance é obtida com o sistema “IS”, mas, por enquanto, apenas duas lentes são compatíveis, a 12-100mm f4 Pro e a 300mm f4 Pro, outras lentes da marca não possuem esse tipo de estabilização. Veja o primeiro teste onde eles faz pequenos movimentos com a câmera na mão e a lente 12-100mm f4:

Na sequência o teste é feito com a lente 300mm f4, a estabilidade da imagem com uma lente tão teleobjetiva impressiona (lembrando que a câmera está no modo IS, ou seja, estabilização por lente e sensor):

Um ponto contra a estabilização digital é que ela faz com que a gravação em 4K perca um pouco da qualidade por conta do fator de recorte e por alguns artefatos que aparecem na imagem. Na sequência temos um dos planos onde a câmera obteve um ótimo desempenho, neste caso ela foi posicionada no frente de um dos famosos ônibus de dois andares de Londres e neste tipo de movimentação os resultados são muitos bons.

Mas como nem tudo são flores, alguns tipos de movimentos acabam sofrendo distorções típicas de estabilização digital ou apresentando outros artefatos na imagem, no próximo plano começamos a ver isso quando Chung se movimenta ao redor da estátua.

Isso fica um pouco mais acentuado em planos com mudanças mais complexas de direção e estabilização, a seguir temos um plano com variações na perspectiva da imagem que certamente inviabilizariam sua utilização em uma produção onde a qualidade de captação precisa ser alta.

Chung ainda testou o resultado da estabilização nativa da câmera em conjunto com um Steadicam simples, no exemplo foi usado um “Merlin” e o resultado é muito bom.

Considerações

Levando em consideração que a própria Olympus anuncia a câmera como um equipamento que entrega estabilidade, mas para fotografias com velocidade de obturação um pouco mais alta, os resultados atingidos em vídeos são muito interessantes.

É possível perceber que quando a estabilização ocorre no corpo/lente a ocorrência de distorções é menor, já quando acrescentamos a estabilização digital muitos problemas podem ser notados de acordo com o movimento feito pelo operador.

Quando falamos “muitos problemas” estamos pensando em uma produção profissional e que precisa de estabilidade onde não há a possibilidade de múltiplos takes, ou seja, um ambiente profissional de alto nível, onde não há espaço para não ter certeza de como a câmera irá reagir a algo.

A estabilização digital ainda é um artifício facilmente notado por profissionais ou até mesmo amadores dependendo do nível de mudanças nas perspectivas ao redor do ambiente. Por isso, o sistema inovador da Olympus pode ser muito útil em nichos onde não há a necessidade de entregar a imagem “perfeita” ou há uma margem para os pequenos efeitos colaterais que ela gera.

Os vídeos de review de Chung estão todos disponíveis para que vocês possam ver as imagens e analisá-las sob diferentes ópticas. Quando pensamos que as DSLR’s são um fenômeno com menos de dez anos, é incrível ver a linha de evolução dos equipamentos e pensar como um “sensor que estabiliza a imagem” há sete anos seria ficção científica.

A Olympus OM-D EM-1 Mark II sai por $1999, o que não é um valor baixo, mas condizente com o que ela promete entregar, sua máxima resolução de vídeo é 4K (C4K) a 24p IPB e incríveis 237 Mbps, mas a qualidade de imagem da câmera já é assunto para um próximo review específico.

 

 

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Graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos, já passou por diversos ramos da comunicação e atuou no Brasil e Canadá. Atualmente trabalha em São Paulo onde executa as funções de filmmaker e editor.

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