Chineses copiam “pau de selfie” inovador do Kickstarter em tempo recorde

Hoje em dia muitos produtos sem uma grande empresa por trás acabam passando por uma etapa essencial: o crowndfunding. Mas o fato ocorrido com o “StikBox” acende uma luz de alerta para aqueles que precisam dessa etapa para monetizar seus projetos.

O “StikBox” é basicamente um case desenvolvido para iPhone que se transforma em um pau de selfie, como toda boa ideia é algo simples de explicar e prático para seus usuários, tanto que a campanha criada no Kickstarter conseguiu levantar mais de 34 mil libras investidas (quase R$ 150 mil) por mais de 900 apoiadores.

Cópias chinesas

Tudo corria muito bem, um produto simples e interessante, uma campanha bem-estruturada e de sucesso no Kickstarter, uma história de sucesso se não houvesse um pequeno detalhe: cópias chinesas que começaram a pipocar no mercado antes mesmo da campanha chegar ao final.

Mas a pior parte ainda estava por vir, as cópias chinesas saiam por menos de oito dólares enquanto o preço mais baixo da campanha era de dezenove libras esterlinas, o equivalente a vinte e três dólares, praticamente três vezes o valor do produto.

O autor da ideia Yekutiel Sherman viu em bem pouco tempo o apoio e interesse se transformar em frustração e pressão por causa da cópia rápida chinesa, a data para início de entrega começaria em 05/16, mas até hoje muitos comentários continuam pedindo o reembolso no link da campanha.

O perigo da ideia pública

O “Caso StikBox” é uma dura lição de como é importante proteger ideias e projetos que são abertos a financiamentos coletivos, em produtos há a possibilidade de patentes, embora nem isso garanta que eles não sejam copiados ao redor do mundo.

Mesmo as grandes corporações que contam com advogados extremamente competentes não conseguem “segurar” os que copiam, imagine um pequeno indivíduo que não tem dinheiro nem para injetar na produção das primeiras unidades de sua ideia.

Inclusive, ao final deste vídeo de apresentação do produto há o aviso de patentes em vários escritórios ao redor do mundo, mas isso não evitou as cópias chinesas:

Corro o mesmo risco com meus filmes?

Com filmes a história é um pouco diferente, muitos curtas-metragens ou mesmo longas independentes colocam seus projetos para financiamento e uma cópia “descarada” não é tão simples para ser feita quase do dia para a noite.

No Brasil o processo de registro de roteiros passa pela Biblioteca Nacional, os passos necessários podem ser vistos neste link, em geral é preciso enviar cópia da obra completa com todas as páginas rubricadas e pagar uma taxa, depois de um tempo de análise você receberá o registro da obra em casa.

Por que a história com filmes é um pouco diferente? Pois quando falamos de filmes o roteiro é apenas uma etapa de um processo caro e bem arriscado, mesmo que uma empresa sem ética copie descaradamente um roteiro, ela ainda terá de arcar com os maiores gastos do processo que são a produção e pós-produção, além da distribuição.

Podemos ir além, nada garante o sucesso de um filme, portanto, um ótimo roteiro pode gerar um filme de sucesso comercial ou não, há centenas de variáveis no processo que o afetam e a casa produtora sempre assume os maiores riscos ao iniciar uma produção.

A cópia chinesa do produto se assemelha mais à pirataria ou venda de filmes sem pagamento dos direitos de autor, fato que ocorre diariamente e prejudica principalmente os produtores menores e que dependem de toda e qualquer receita que seus filmes possam trazer.

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Graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos, já passou por diversos ramos da comunicação e atuou no Brasil e Canadá. Atualmente trabalha em São Paulo onde executa as funções de filmmaker e editor.

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