Uma visita aos estúdios da Rede Século 21

Geralmente quando pensamos em redes de televisão trazemos rapidamente à mente as grandes emissoras situadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo as redes estrangeiras escolhem estes destinos quando definem seus endereços em terras brasileiras.

Isso faz com que muitas pessoas pensem que ao escolher estudar Rádio e TV  ou Audiovisual elas terão de, obrigatoriamente, se mudarem para um dos dois centros e tentarem a sorte nas gigantes do segmento.

Mas isso não é necessariamente uma verdade absoluta e muitas pessoas encontram posições em afiliadas e emissoras que não estão situados nas duas principais capitais do setor no país onde exercem as mesmas funções que fariam nas capitais.

Um grande exemplo disto é o vídeo do site “Oeditor” que mostrou os bastidores da Rede Século 21, uma emissora de abrangência nacional e que está situada em Valinhos, cidade com pouco mais de 100 mil habitantes e que fica a cerca de uma hora de São Paulo.

O vídeo mostra bastidores de uma emissora muito bem estruturada e equipada que surpreende até mesmo profissionais mais desatentos, é comum que pessoas de outras áreas não saibam a complexidade de produzir tv, mas muitas vezes ao assistirmos à programação de emissoras fora das grandes capitais não nos damos conta do grande número de profissionais e estrutura que tudo aquilo na tela requer.

No caso da Rede Século 21 a estrutura surpreende pelos números e organização, todo o fluxo de trabalho envolve automação de muitos processos e formatos para que os prazos sejam cumpridos com alta qualidade. Todo o processo do ingest à exibição segue um workflow cuidadosamente escolhido e testado antes de ser implementado.

O universo da televisão é algo apaixonante para muitas pessoas, um sistema que mescla pitadas de linha de produção com criatividade dá o tom de uma indústria que trabalha com seu produto tendo dia e hora a ser “lançado”. Não importa o que ocorra no caminho, ele deve estar no ar na hora exata prometida ao telespectador, muitas vezes diariamente.

A Rede Século 21 é só um dos exemplos de televisões com enorme estrutura situadas fora do eixo RJ-SP, mais que apenas “outra opção de trabalho”, o crescimento de redes de televisão em outras cidades é essencial para a descentralização dos pólos de produção e maior oferta de emprego.

Uma área só se torna um pólo de produção especializado em algum indústria quando uma simbiose entre educação (com cursos superiores de qualidade e técnicos de alto nível), políticas de incentivo econômico e empresas sérias trabalham em conjunto e o produto disso são profissionais de nível cada vez mais alto disponíveis para as empresas que escolherem aquela área para se estabelecerem, ou seja, um jogo onde todos os lados saem ganhando.

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Graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos, já passou por diversos ramos da comunicação e atuou no Brasil e Canadá. Atualmente trabalha em São Paulo onde executa as funções de filmmaker e editor.

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