RED Epic no Planet Earth II

O fotojornalista Tim Laman é um dos profissionais envolvidos nas gravações de Planet Earth II, série que já foi citada aqui no Cinematográfico. Uma de suas tarefas foi capturar imagens do Pássaro Vermelho do Paraíso na Indonésia, trabalho que trouxe desafios por causa da posição destas aves nas copas das árvores e sua rápida movimentação. Por isso, o fotojornalista que vinha trabalhando com DSLR’s acabou escolhendo uma RED EPIC para conseguir imagens still e em movimento com qualidade.

O legal dessa mudança é a análise entre os dois tipos de câmeras, Tim publicou algumas imagens no Instagram da RED em conjunto com o que achou da sua experiência com a EPIC. Em entrevista à própria empresa ele falou um pouco mais sobre o que lhe agradou na câmera:

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Foto: Tim Laman no Instagram RED Digital Cinema

“Em primeiro lugar é o pre-record. Eu amo essa função. É sempre difícil antecipar quando um pássaro irá chegar a um poleiro ou se vai ficar lá por muito tempo. Quando, de repente, vai começar a sua exibição. Usando os 4 segundos de pre-record constantemente eu nunca perdi o início de alguma ação.
Outra grande vantagem para filmar a vida animal é poder utilizar altas velocidades. Os Pássaros do Paraíso que estávamos filmando geralmente se moviam rápido conforme desciam e subiam em seus galhos e voavam indo e voltando aos poleiros… Gravando a 60 ou 75 qps e rodando a 25 qps (a BBC usa taxa de quadros PAL) mostra os pássaros em uma velocidade mais humana e você fica tipo “uau”, quando assiste isso.
Uma terceira coisa que eu gostei muito foram os auxílios de foco no viewfinder – algo que não encontramos em DSLR’s. Com as lentes muito teleobjetivas que utilizo eu precisava usar foco manual e habilitando a ferramenta de foco para melhorar o contraste de contornos realmente me ajudou a obter um ótimo resultado em algumas ações complicadas.”

Quando perguntado se havia vivenciado alguma diferença gravando com a EPIC, Tim disse:

“O alto dynamic range realmente me surpreendeu. Algumas vezes uma luz do Sol mais intensa veio pela folhagem e atingiu os pássaros, e eu pensei que os highlights iriam estourar. Mas eles suportaram, e depois do processamento ficou espetacular. Em uma situação onde eu geralmente iria estar torcendo por menos contraste na floresta, eu parei de me preocupar quanto a isso. Imagens still são muito importantes para mim. Agora vejo a EPIC como uma câmera que faz stills de 20MP a 60 ou 75 qps com uma qualidade impressionante. Se eu posso compor os planos pensando de uma maneira onde eu possa obter belas imagens still conforme a ação acontece, então eu sei que terei tanto stills que me deixam feliz quanto imagens em movimento espetaculares.”

Cabe ressaltar que por se tratar de uma entrevista direcionada à RED, o profissional focou apenas nas características que lhe agradaram na operação da câmera. Mas não deixa de ser um ótimo depoimento para quem pensa em usar uma EPIC para imagens de vida selvagem. Você pode conferir a entrevista original aqui e algumas das imagens de Tim podem ser vistas no Instagram da RED.

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Graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos, já passou por diversos ramos da comunicação e atuou no Brasil e Canadá. Atualmente trabalha em São Paulo onde executa as funções de filmmaker e editor.

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